quarta-feira, 16 de outubro de 2013


Mês do Consumo Consciente, tem como ser sustentável sem deixar de comprar? 

Destaque
       Publicado em Especial da Semana



mês de outubro a Consumidor Consciente, procura alertar a todos sobre a importância de uma transição para uma sociedade ambientalmente mais equilibrada e mais justa


Em uma época em que 16% da população mundial é responsável por 78% do total do consumo do planeta, e que a humanidade já consome 50% mais recursos do que a Terra consegue regenerar, o Dia do Consumo Consciente, comemorado dia 15 de outubro, foi criado para despertar a consciência do público para os problemas sociais, econômicos, ambientais e políticos causados pelos padrões de produção e consumo excessivos. 

A data instituída pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), no Brasil, explica que o consumo consciente diferencia-se do consumo sustentável: no primeiro caso, o consumidor faz escolhas individuais e imediatas, relacionadas à sua capacidade de optar em cada compra. Já o outro, implica em uma mudança de comportamento que resulta na melhoria do planeta e da qualidade de vida da sociedade. 

“Não precisamos parar de consumir, mas consumir diferente, de um jeito em que os bens, marcas e serviços não sejam um fim em nossas vidas e passem a ocupar seu verdadeiro lugar: um meio para vivermos mais e melhor de maneira sustentável e solidária”, afirma Melissa Szuster, diretora executiva da Sustentrends. 



Mudando de hábito: consumo diferente

Consumir de forma consciente significa mais tempo de lazer e menos de trânsito, de economia de água, energia e recursos naturais, é prestar atenção no que compramos e lembrar que cada produto tem uma história, e que não aparecem nas prateleiras com um simples passe de mágica. 
Nesse sentido, todos são responsáveis, fornecedores e empresas são tão responsáveis quanto os consumidores.
“O consumo consciente e sustentável são complementares. É possível conciliar ambas, desde que haja uma educação na forma de consumir” alerta Melissa. 

“No Brasil, esta mudança de hábito caminha a passos lentos, mas contínuo. Apesar do trabalho que os consumidores têm em conseguir informações sobre a origem de produtos e em saber se uma determinada empresa cumpre com suas responsabilidades ambientais, o perfil do consumidor mudou e já está mais consciente sobre seu papel”, completa a diretora.


Vamos falar sobre os 8 Rs

A necessidade em mudar a forma de consumir, sem deixar de comprar, o MMA orienta que os brasileiros pratiquem os 3Rs do consumo consciente: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. O Instituto Akatu foi mais além e criou mais cinco dicas, para reciclar suas atitudes e praticar.

“Quando pensamos nos 8Rs, foi para que, as atitudes propostas fossem acessíveis para qualquer pessoa, para dar sequência às atividades que deveríamos fazer. Viver é consumir, as pessoas consomem como ato para dar significado à vida. Falar em consumo consciente é mais do que detalhar os hábitos e comportamento de compras da população. É preciso levar em consideração os  impactos ambientais e sociais de um processo produtivo”, explica Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu.



Responsabilidade compartilhada

Não adianta “tapar o sol com a peneira”, ao avaliar a cadeia produtiva no processo de consumo, é possível reconhecer os mais diversos fatores com a capacidade de torná-la mais ou menos sustentável. Os consumidores podem optar por escolher melhor seus produtos, além de diminuir o consumo de água e energia.


Mas não para por aí: os fornecedores podem adotar medidas de redução de água, energia e insumos desde a fabricação de mercadorias até a distribuição a partir de um critério sustentável. O modo de criação sustentável deve ser uma prioridade desde o princípio, com a redução de embalagens e elaboração de produtos mais concentrados. 

O varejo, também possui papel fundamental, ao oferecer produtos mais sustentáveis e promover a gestão de resíduos, o que incentiva o consumidor a praticar o consumo sustentável. 

“Quando praticamos esses critérios ambientais nas compras, ocorre o estímulo para a reestruturação do mercado. Atitudes assim motivam os envolvidos a realizar escolhas melhores” conclui Hélio.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Pior seca dos últimos 50 anos no nordeste brasileiro confirma estatísticas da ONU sobre escassez


O nordeste brasileiro enfrenta em 2013 a maior seca dos últimos 50 anos, com mais de 1.400 municípios afetados. A informação foi anunciada nesta segunda-feira (8) pelo Governo brasileiro. A seca deste ano já é pior do que a do ano passado, também recorde.
Essa realidade, no entanto, não é isolada. A previsão das Nações Unidas é de que até 2030 quase metade da população mundial estará vivendo em áreas com grande escassez de água.
“Já identificamos a tendência de que as temperaturas se elevam no mundo acima do normal. Em novembro de 2012 tivemos o mês de número trezentos e trinta e três em que as temperaturas subiram, seguidamente, acima do normal no século”, diz a Chefe da Equipe de Apoio da ONU sobre Mudança Climática, Marcela Main.
Assista ao vídeo abaixo com imagens da seca no mundo, incluindo o nordeste brasileiro:


Ela acrescenta que se trata de um problema que ocorre em todos os lugares, sejam países pobres ou ricos. Nos Estados Unidos, 2012 foi considerado o ano mais quente já registrado, enquanto na região do Sahel, na África, repetidas secas causam a escassez de alimentos. “É uma questão para a comida, para a água, para a segurança, para a energia, para tudo”, diz a pesquisadora.
As secas têm afetado principalmente as regiões do Chifre de África e do Sahel, EUA, México, Brasil, partes da China e da Índia, Rússia e o sudeste da Europa. Além disso, 168 países afirmam ser afetados pela desertificação, um processo de degradação do solo em terras secas que afeta a produção de alimentos e é agravado pela seca.
Desde 1950, terras secas aumentaram quase 2% em todo o mundo por década, segundo dados de um declaração conjunta, feita em março deste ano, pelos chefes da Organização Meteorológica Mundial (OMM), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O que era pra ser solução acaba sendo um problema
               Por: Roseli de Oliveira Pereira Gomes

Podemos ver a grande importância que tem em estudar e preservar o habitat natural visto que neste habitat vivem espécies de animais e plantas distintas onde cada um desempenha um papel primordial para que o equilíbrio natural do nosso planeta permaneça. Vimos que quando uma espécie entra em extinção de certa forma este equilíbrio é quebrado, pois, em nosso ecossistema temos predadores e presas, de espécies onde uma vive em função de outras, pelo fato de fazerem parte da cadeia alimentar. Quando ocorre escassez destes alimentos os animais migram de seu habitat, se adaptam ou morrem.
O homem é um dos maiores predadores onde com sua ganância explora cada dia mais os recursos naturais e quando este extingue, avança ainda mais com intuito para as áreas não exploradas e ali degradam o ambiente de forma desordenada sem se preocupar com as conseqüências que seu ato irresponsável pode trazer às demais espécies de plantas e animais que ali vivem, causando escassez de alimento e assim acaba reduzindo de forma trágica o número de espécies causando até a extinção destes.
            No livro Ornitologia e conservação da ciência às estratégias, vimos o quão é importante estudar as espécies e também seu habitat. Aqui o autor descreve como este trabalho foi realizado e qual sua finalidade. Através de seus estudos, analisaram o hábito e comportamento dos pássaros, a fim de conhecer sua rotina diária, suas espécies e também ver a dimensão de sua população, a fim de verificar se havia aumentado ou reduzido seu número, se havia sido extinto espécies ou surgido outras. Isto, devido à grande preocupação que tinham a respeito das grandes alterações que o homem havia feito, devido à exploração de recursos naturais, o grande impacto que a agricultura e a pecuária poderia ter causado pelas alterações realizadas através do desmatamento e queimadas, e também a ocupação humana de forma desordenada que poderia de forma direta ou indireta comprometer a sobrevivência e permanência destes em seu habitat de origem.
Podemos ver que, apesar do artigo POPULAÇÕES TRADICIONAIS” E A PROTEÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO de autoria de RINALDO ARRUDA abordar  assuntos de  diferentes temas, observamos que o foco central é a preservação e manutenção do habitat natural. Neste tema o autor narra sobre as medidas que estão sendo criadas e executadas por nossos governantes em relação os danos e alterações causadas pelo homem na natureza. Com isso muitas pessoas estão sendo deslocadas de suas moradias de origem pelo fato daquelas áreas serem consideradas como reserva. O que ocorre aqui é a grande divergência das verdadeiras causas de exploração, pois, estas pessoas residem nestas áreas há anos e extraem da natureza somente o necessário para sua sobrevivência de forma a causar pequenas alterações que ao ver são insignificantes, pois, o que eles retiram não é comercializado. Portanto, sua presença não torna um perigo eminente, pois, não degradam de forma a causar grandes impactos. Isto acontece porque estes nativos possuem técnicas particulares que garantem às demais espécies, condições para que de forma natural, sejam repostas. Ao contrário do que acontece quando estas terras são invadidas com a finalidade de extrair estes recursos naturais, principalmente com a intenção de comercializar, como acontece com a exploração de minérios e madeira.

O governo, ao invés de retirar, desabrigar ou desapropriar, deveria conciliar  e investir em programas de preservação das espécies e também dos hábitos e costumes da região, onde os habitantes se beneficiem com a preservação destas reservas, consumindo de forma consciente e garantindo a sua sobrevivência, a manutenção e preservação do habitat. Percebemos que muitas vezes o que tem acontecido é que o governo tem gasto muito dinheiro pagando indenizações, causando conflitos de cultura, porque com a expulsão de suas moradias, estes são remanejados para as cidades, causando um grande problema social pelo simples fato de irem para as periferias e  ficarem à mercê dos problemas, pois estes não possuem estudos (“instrução acadêmica”) e assim não conseguem emprego e muitos retornam ao seu lugar de origem e acabam trabalhando, sendo explorados clandestinamente e com isso até sem perceberem acabam degradando a natureza. Em muitos lugares onde boa parte da floresta é desmatada e destruída de forma rápida e desordenada, sem que  o governo tenha  o controle devido a grande extensão do territorial de nosso país e também por possuir poucas pessoas disponíveis para a fiscalização. Enfim, o que era pra ser solução acaba sendo um problema.