- 15 Out 2013
- Escrito por Priscilla Andrade
Publicado em Especial da Semana
mês de outubro a Consumidor Consciente, procura
alertar a todos sobre a importância de uma transição para uma sociedade
ambientalmente mais equilibrada e mais justa
Em uma época em que 16% da população mundial é
responsável por 78% do total do consumo do planeta, e que a humanidade já
consome 50% mais recursos do que a Terra consegue regenerar, o Dia do Consumo
Consciente, comemorado dia 15 de outubro, foi criado para despertar a
consciência do público para os problemas sociais, econômicos, ambientais e
políticos causados pelos padrões de produção e consumo excessivos.
A data instituída pelo Ministério do Meio Ambiente
(MMA), no Brasil, explica que o consumo consciente diferencia-se do consumo
sustentável: no primeiro caso, o consumidor faz escolhas individuais e
imediatas, relacionadas à sua capacidade de optar em cada compra. Já o outro,
implica em uma mudança de comportamento que resulta na melhoria do planeta e da
qualidade de vida da sociedade.
“Não precisamos parar de consumir, mas consumir
diferente, de um jeito em que os bens, marcas e serviços não sejam um fim em
nossas vidas e passem a ocupar seu verdadeiro lugar: um meio para vivermos mais
e melhor de maneira sustentável e solidária”, afirma Melissa Szuster, diretora
executiva da Sustentrends.
Mudando de hábito: consumo diferente
Consumir de forma consciente significa mais tempo
de lazer e menos de trânsito, de economia de água, energia e recursos naturais,
é prestar atenção no que compramos e lembrar que cada produto tem uma história,
e que não aparecem nas prateleiras com um simples passe de mágica.
Nesse sentido, todos são responsáveis, fornecedores
e empresas são tão responsáveis quanto os consumidores.
“O consumo consciente e sustentável são complementares.
É possível conciliar ambas, desde que haja uma educação na forma de consumir”
alerta Melissa.
“No Brasil, esta mudança de hábito caminha a passos
lentos, mas contínuo. Apesar do trabalho que os consumidores têm em conseguir
informações sobre a origem de produtos e em saber se uma determinada empresa
cumpre com suas responsabilidades ambientais, o perfil do consumidor mudou e já
está mais consciente sobre seu papel”, completa a diretora.
Vamos falar sobre os 8 Rs
A necessidade em mudar a forma de consumir, sem
deixar de comprar, o MMA orienta que os brasileiros pratiquem os 3Rs do consumo
consciente: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. O Instituto Akatu foi mais além e
criou mais cinco dicas, para reciclar suas atitudes e praticar.
“Quando pensamos nos 8Rs, foi para que, as atitudes
propostas fossem acessíveis para qualquer pessoa, para dar sequência às
atividades que deveríamos fazer. Viver é consumir, as pessoas consomem como ato
para dar significado à vida. Falar em consumo consciente é mais do que detalhar
os hábitos e comportamento de compras da população. É preciso levar em
consideração os impactos ambientais e sociais de um processo produtivo”,
explica Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu.
Responsabilidade compartilhada
Não adianta “tapar o sol com a peneira”, ao avaliar
a cadeia produtiva no processo de consumo, é possível reconhecer os mais
diversos fatores com a capacidade de torná-la mais ou menos sustentável. Os
consumidores podem optar por escolher melhor seus produtos, além de diminuir o
consumo de água e energia.
Mas não para por aí: os fornecedores podem adotar
medidas de redução de água, energia e insumos desde a fabricação de mercadorias
até a distribuição a partir de um critério sustentável. O modo de criação
sustentável deve ser uma prioridade desde o princípio, com a redução de
embalagens e elaboração de produtos mais concentrados.
O varejo, também possui papel fundamental, ao
oferecer produtos mais sustentáveis e promover a gestão de resíduos, o que
incentiva o consumidor a praticar o consumo sustentável.
“Quando praticamos esses critérios ambientais nas
compras, ocorre o estímulo para a reestruturação do mercado. Atitudes assim
motivam os envolvidos a realizar escolhas melhores” conclui Hélio.




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