sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Parâmetros Curriculares Nacionais e o tema Transversal Educação Ambiental.



Por Roseli de Oliveira Pereira Gomes
 Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) surgiram devido à grande necessidade de se construir uma referencia curricular nacional para o ensino fundamental. Possibilitando assim que fossem discutidas e traduzidas as propostas regionais nos diferentes estados e municípios brasileiros. Os Parâmetros Curriculares Nacionais evidencia cinco temas de grande relevância social – Ética, Saúde, Pluralidade Cultural, Meio Ambiente, Orientação sexual. Estes cinco temas deram início a uma proposta de implantação da transversalidade da educação ambiental nos conteúdos das disciplinas da educação básica.
A idéia principal é de que as disciplinas (matemática, geografia, história, etc.) não seriam tratadas isoladamente no contexto escolar. Todas as disciplinas seriam trabalhadas em conjunto onde pudessem assim ser interligadas de forma a ser entendida pelo aluno de forma integral. Sendo assim, cada disciplina se empenharia em correlacionar os problemas ambientais com sua aplicação na vida cotidiana do aluno, dando a ele uma percepção lógica e analítica das reais necessidades. Deste modo estes parâmetros propiciaram a todos os alunos o direito de ter acesso aos conhecimentos essências para a construção da cidadania.
Os Temas Transversais são mais uma maneira de inserir as questões sociais e ambientais no âmbito escolar de modo flexível. A interdisciplinaridade e a transversalidade se perfazem, na realidade escolar como algo ativo, passível de mudança e de ser agregado às questões sociais. Sendo assim, os temas transversais devem ser empregados de maneira interdisciplinar, em consonância com os termos abordados, com a cooperação dos autores interessados (escola, alunos, comunidade) onde cada um tenha capacidade de expor e assim, ter condições de contribuir com seu modo de pensar e agir a respeito das questões discutidas. Somente desta forma seja possível transformar, aceitar uma visão distinta, singular de mundo, de aprendizagem de forma globalizada.
  1. Apresentação comentada das experiências
Com a implantação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) tornou-se possível inserir a transversalidade de conteúdo na educação básica pelo fato destes processos estarem sendo intensamente vivenciado pela sociedade. Digo isto pelo fato de viver na prática esta experiência (não como professora, mas como aluna). Nas disciplinas estudadas em minha graduação (Jornalismo com ênfase em Marketing) pude apreciar temas correlacionados com a questão sócio-ambiental e vivenciar na prática no dia a dia através da observação do cotidiano. Onde tive a oportunidade de fazer trabalho de campo, observando as tendências mercadológicas, ligadas as tendências ambientais (responsabilidade sócio-ambiental). Tendências estas que estão em alta. Pelo fato dos consumidores da atualidade, estarem cada dia mais ciente, dos problemas ambientais que são causados pelo uso indevido, de produtos que contém elementos contaminantes. Estes consumidores têm a preocupação, em adquirir produtos de empresas consolidadas (responsáveis), que orientam os consumidores a forma de descarte correta e o uso consciente de forma sustentável. Além é claro destas empresas também contribuírem com os projetos de reflorestamento, preservação das águas, do habitat natural de espécie em extinção (fauna e flora). Diante disso vejo a grande necessidade de trabalhar está questão no ambiente escolar. Somente assim formaremos futuros cidadãos conscientes e capazes de viver de forma sustentável.
Conclusão:
Através deste estudo pude observar a importância de se trabalhar a questão ambiental nas multidisciplinaridades escolares, transversalmente. Cada disciplina tem a capacidade de abordar no contexto escolar, as implicações cotidianas da sociedade e de inserir em seus estudos, em conjunto com outras disciplinas, agregando as experiências obtidas de forma a contribuir com o desenvolvimento de um trabalho socialmente e ambientalmente responsável, de forma prática e objetiva. Neste intuito torna-se indispensável a colaboração mútua da escola para inserção da prática ambiental na vida dos alunos e da comunidade de forma ativa e participativa.
   
 
REFERENCIAS:

 Educação Ambiental: Curso Básico a distância-Educação e Educação Ambiental II. MMA, 2001.

http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/temas-transversais-vinculados-ao-cotidiano.htm

Guia de estudos Educação Ambiental na Diversidade /UFLA/CEAD – Unidade 3 - Educação Ambiental e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. p. 50-78.

http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/meioambiente.pdf

http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ttransversais.pdf
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Cardápio das redes de educação ambiental no Brasil: 

 
Comentário: 

As redes de Educação Ambiental é um meio de comunicação eficaz, que mantém os profissionais de educação sempre atualizados. Isso contribui muito para o aprimoramento do ensino, pois o educador ambiental pode interagir, com outros professores e trocar idéias sobre os projetos ambientais e a partir disto o educador torna-se capaz de elaborar um bom trabalho, aptos para colocá-los em prática.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Celeiro de um mundo cada vez maior
Brasil precisa lidar com uma série de desafios na sua produção alimentícia para conseguir suprir as demandas internacionais crescentes. Novas técnicas de processamento de alimentos e até de confecção de embalagens podem ajudar a superar o desperdício e atingir essa meta.
Por: Marcelo Garcia
Publicado em 25/07/2013 | Atualizado em 25/07/2013

A produção brasileira de grãos hoje está na casa de 170 milhões de toneladas por ano. Países como China, Estados Unidos e Índia produzem em torno de 500 milhões, 700 milhões e 200 milhões de toneladas respectivamente. (foto: Vasile Bulgac/ Sxc.hu)
O Brasil é o celeiro do mundo. Aqui, em se plantando, tudo dá. Essas máximas são velhas conhecidas, mas, num mundo que precisará cada vez mais de alimento para manter uma população crescente, elas podem ser revitalizadas. O Brasil, como um dos maiores países em extensão de terra do globo, deverá ocupar lugar de destaque nessa realidade.
As previsões internacionais sobre o crescimento populacional apontam que seremos entre 9 e 11 bilhões de pessoas no planeta até 2050. No entanto, para acompanhar tal aumento, o mundo deverá produzir 60% mais alimentos do que produz hoje, segundo o engenheiro agrônomo José Geraldo França, do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep). “O crescimento da demanda por alimento não será apenas quantitativo, mas qualitativo; será preciso produzir, por exemplo, leite e carnes para essa população, o que demandará uma produção extra de grãos”, explicou, em mesa-redonda realizada na 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
França: Como país emergente importante, o Brasil tem a obrigação de contribuir para suprir a demanda alimentar futura do globo
As mudanças socioeconômicas das últimas décadas alteraram o papel das nações nesse novo cenário. “Até pouco tempo atrás o Brasil também era considerado um país pobre; mas agora, como emergente importante, temos a obrigação de contribuir para suprir a demanda alimentar futura do globo”, argumentou. “Por isso, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) espera que, até 2050, o Brasil seja responsável por 40% do mercado mundial de alimentos.”
Os números mostram que o país tem aumentado sua produção absoluta, mas ainda está atrás de outras grandes nações continentais. “Nossa produção hoje está na casa de 170 milhões de toneladas de grãos por ano, mas a China produz mais de 500 milhões, os Estados Unidos, cerca de 700 milhões e a Índia, mais de 200 milhões”, ressaltou. “Além disso, apesar do aumento registrado na produção total do país, há uma queda nos números da produçãoper capita.” O destaque negativo é o Nordeste do país, responsável por apenas 9% do total produzido. “Se isso não se reverter, vamos ficar para sempre esperando a próxima seca”, completou.
Desafios em várias áreas
Para que o Brasil consiga desempenhar seu 'destino' no mercado mundial de alimentos, França destacou uma série de desafios – biológicos, climáticos, ambientais e econômicos. “Será preciso lidar com o surgimento de novos patógenos e pragas, investir em tecnologias de fixação biológica de nitrogênio – trabalho já desenvolvido pela Embrapa com bactérias fixadoras do nutriente – e diminuir as perdas agrícolas, que chegam a 40% do total produzido no caso de hortaliças e frutas”, analisou. “Além disso, temos que priorizar o uso de técnicas de controle biológico para reduzir os agroquímicos e avaliar o enriquecimento nutricional dos alimentos via melhoramento genético e uso da biologia molecular e genômica no desenvolvimento de novos cultivares.” 
O pesquisador ressaltou ainda o importante papel da gestão da água nesse cenário – ele lembrou que, hoje, 70% da água usada no mundo são aplicados na agricultura. “Você reclama do preço da gasolina, mas pagou R$ 2 nessa garrafinha de 500 ml de água; isso é bem mais caro que o litro da gasolina”, argumentou. “O produtor precisa tornar esse consumo mais eficiente, substituir sistemas e práticas de irrigação, buscar culturas que apresentem menor demanda de água. Algum tempo atrás gastávamos centenas de litros de água para produzir 1 kg de uva, que é basicamente água.” Para ele, a produção de alimentos deve ter o menor custo possível para o planeta.
França: A produção de alimentos deve ter o menor custo possível para o planeta
França também enfatizou que não é mais possível negar as mudanças climáticas globais, que levam a eventos extremos com maior frequência, como as secas, e modificam ciclos da natureza, afetando, assim, a produção agrícola. “Um grau de elevação na temperatura do planeta significa milhões de litros de água evaporados mais rápido, o que altera toda a dinâmica do ambiente”, afirmou. “Precisamos de sistemas que consigam prever com mais precisão a ocorrência de secas como a que atinge hoje o sertão, para permitir que os agricultores tomem providências para lidar com a situação; precisamos deixar de viver nesse Vidas Secas do século 21, com animais mortos pela falta de chuva.”
Contra o desperdício
Outro desafio associado ao aumento da produção alimentícia é o desperdício, o que reforça a importância das alternativas de processamento alimentar existentes hoje para prolongar a vida dos alimentos. “Para crescer 60%, só aumentar a produção não basta, é fundamental processar essa matéria-prima”, avaliou a bióloga Maria Inês Maciel, pesquisadora da Universidade Federal Rural de Pernambuco que também integrou a mesa na reunião da SBPC. “Além disso, com o tamanho e a falta de tempo das grandes cidades, os alimentos processados e pré-preparados são fundamentais, não é mais possível viver sem eles; a questão é ter atenção para escolher o alimento certo.”

Além de aumentar a produção, é preciso investir no desenvolvimento de processos para prolongar a vida dos alimentos. Nas grandes cidades, não é mais possível viver sem os alimentos processados e pré-preparados. (foto: Sxc.hu)
De forma geral, segundo Maciel, a indústria tem se esforçado em desenvolver processos que mantenham a viabilidade dos produtos por longos períodos (com foco na exploração espacial), sem que eles percam suas características sensoriais e nutritivas. Para evitar os efeitos adversos do aquecimento utilizado em processos como a esterilização, por exemplo, outras técnicas, como a alta pressão hidrostática, têm surgido no Brasil. Esse novo rol de opções incluiu também a aplicação de campos magnéticos e elétricos, irradiação, ultrassom e aquecimento ôhmico. “Na verdade, esses e outros métodos que são novidade aqui são bem comuns em países da Europa e nos Estados Unidos e demoraram a chegar à nossa indústria por serem muito caros”, explicou a pesquisadora.
Outro ponto importante e, às vezes, pouco observado na conservação de alimentos são as embalagens – que devem vender o produto, mas também protegê-lo para manter sua integridade. Também no evento, a engenheira de alimentos Andrelina Pinheiro Santos, da Universidade Federal de Pernambuco, destacou que a embalagem é parte fundamental do processo produtivo e que todos os anos são gastos trilhões de dólares nessa área – inclusive no desenvolvimento de novos materiais.
“A adoção de sistemas ativos, como as ‘almofadinhas’ dentro das embalagens de frango que acumulam a umidade e películas de biopolímeros vegetais comestíveis em produtos muito perecíveis como a carne, aumenta a vida útil e reduz o uso de conservantes, por exemplo”, ressaltou Santos. “Boas embalagens diminuem o desperdício, pois os produtos só são repostos em função do consumo.”
Marcelo Garcia
Ciência Hoje On-line


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cidades SustentáveisO que são, práticas, ações, exemplos no Brasil e no mundo, sustentabilidade
 
 
Copenhague na Dinamarca: favorecimento ao uso de bicicleta
 
 
O que são
As cidades sustentáveis são aquelas que adotam uma série de práticas eficientes voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população, desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente. Geralmente são cidades muito bem planejadas e administradas. Atualmente existem várias cidades no Brasil e no mundo que já adotam práticas sustentáveis. Embora não podemos encontrar uma cidade que seja 100% sustentável, várias delas já praticam ações sustentáveis em diversas áreas.
Principais práticas adotadas pelas cidades sustentáveis
- Ações efetivas voltadas para a diminuição da emissão de gases do efeito estufa, visando o combate ao aquecimento global. 
- Medidas que visam a manutenção dos bens naturais comuns.
- Planejamento e qualidade nos serviços de transporte público, principalmente utilizando fontes de energia limpa.
- Incentivo e ações de planejamento para o uso de meios de transporte não poluentes como, por exemplo, bicicletas.
- Ações para melhorar a mobilidade urbana, diminuindo consideravelmente o tráfego de veículos.
- Promoção de justiça social.
- Destino adequado para o lixo. Criação de sistemas eficientes voltados para a reciclagem de lixo. Uso de sistema de aterro sanitário para o lixo que não é reciclável.
- Aplicação de programas educacionais voltados para o desenvolvimento sustentável.
- Investimentos em educação de qualidade.
- Planejamento urbano eficiente, principalmente levando em consideração o longo prazo.
- Favorecimento de uma economia local dinâmica e sustentável.
- Adoção de práticas voltadas para o consumo consciente da população.
- Ações que visem o uso racional da água e seu reaproveitamento.
- Práticas de programas que visem a melhoria da saúde da população.
- Criação de espaços verdes (parques, praças) voltados para o lazer da população.
- Programas voltados para a arborização das ruas e espaços públicos.

Exemplos de cidades com práticas sustentáveis no Brasil
- João Pessoa - destaque na proteção de áreas ambientais.
- Extrema - preservação de áreas protegidas e conservação das águas.
- Curitiba - planejamento urbano voltado para a sustentabilidade.
- Paragominas - combate ao desmatamento.
- Santana do Paranaíba - cooperativa de catadores.
- Londrina - eficiente programa de coleta seletiva do lixo.

Exemplos de cidades com práticas sustentáveis no mundo
- Barcelona (Espanha) - mobilidade urbana e grande uso de energia solar.
- Copenhague (Dinamarca) - excelente na infraestrutura para o uso de bicicletas.
- Freiburg (Alemanha) -  programas eficientes voltados para o uso racional de veículos automotores.
- Amsterdã (Holanda) - mobilidade urbana.
- Viena (Áustria) - prioridade para a compra de produtos ecológicos por parte da prefeitura.
- Zaragoza (Espanha) - sistema eficiente voltado para a economia de água.
- Thisted (Dinamarca) - 100% de uso de energia sustentável.

 


 

INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO DA HABITAÇÃO ECOLÓGICA
     Tels.: + 55 (11) 98116-5924 (IDHEA)  I  (11) 3522-5531 (Ecoprodutos - Organum)



Modo de Vida Sustentável
A ecologia começa dentro de casa

 
A base do trabalho do IDHEA é o conceito de Modo de Vida Sustentável, que é a adoção de um estilo de vida mais saudável e amigo do meio ambiente, principalmente para quem mora nos centros urbanos.

Segundo a ONU, até 2027, aproximadamente 85% da população mundial habitarão as grandes cidades. É a demanda por produtos e serviços voltados a quem vive nas cidades que resulta na devastação do meio ambiente, na poluição em todos os níveis e na escassez de recursos naturais.

Assim, é fundamental uma mudança na cultura e atitude dos indivíduos, de forma a tentar reverter ou ao menos deter este processo, assumindo responsabilidades diante de si mesmo e do planeta. Esta nova postura é chamada de
 cidadania sustentável.

O cidadão sustentável: 
  • compreende que suas ações repercutem e interferem na qualidade de vida de outras pessoas, na comunidade e no meio ambiente;
  • compreende que suas ações repercutem e interferem na qualidade de vida de outras pessoas, na comunidade e no meio ambiente;
  • é consciente de que, através de sua condição de consumidor, é capaz de influenciar no rumo da economia, buscando opções mais sustentáveis;
  • como fabricante ou prestador de serviços, compreende a amplitude do serviço e dos produtos que oferece à sociedade;
  • conhece seus direitos e seus deveres, e não espera unicamente por mudanças a partir de governos e empresas. Ele “faz” acontecer, se mobiliza, organiza e busca o melhor para si e seus semelhantes;
Por que consumir ou fabricar produtos mais ecológicos?

O consumo e uso de produtos ecológicos, nos diversos níveis possíveis –como alimentos, vestuário, mobiliário, materiais de construção etc.- tem dois objetivos principais: a) garantir saúde e melhor qualidade de vida para o próprio consumidor; e b) estimular um novo modo de vida, consumo e produção na sociedade, mais harmonioso, justo e que recupere e preserve recursos para as gerações atuais e futuras.

Como viver de forma mais sustentável?

Viver causando o mínimo de impacto sobre o meio ambiente depende principalmente de nós mesmos e das escolhas que fazemos diariamente.

A seguir, algumas recomendações para todos interessados em melhorar a própria qualidade de vida e contribuir com a recuperação e preservação do meio ambiente. 
Alimentação e saúde 
  • Reduza o consumo de alimentos industrializados, tais como enlatados, que contêm vernizes, conservantes, estabilizantes e corantes. Sempre que possível, leia o rótulo de dos produtos embalados e prefira os menos processados.
  • Evite o consumo exagerado de proteínas animais. Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, países ricos e pessoas de maior poder aquisitivo consomem cerca de nove vezes mais proteína que o necessário, o que ocasiona prisão de ventre, pressão alta, dentre outras enfermidades. Além disso, a produção de carne está diretamente ligada à devastação das florestas tropicais em todo o planeta e à emissão de metano (CH4), segundo gás na lista dos que participam diretamente no efeito estufa e aquecimento global;
  • Evite ou limite o consumo de bebidas alcoólicas, cigarros e substâncias inebriantes ou que alterem o estado de consciência;
  • Prefira alimentos orgânicos, que, comprovadamente, têm qualidade biológica superior aos convencionais, produzidos ora com uso de hormônios de crescimento e antibióticos (carne) ou agrotóxicos e adubos químicos solúveis (vegetais).
  • Evite produtos transgênicos, que, pela legislação brasileira, devem vir indicados por uma letra “T” dentro de um triângulo amarelo. Transgênicos são uma tecnologia inútil, desenvolvida a serviço das grandes corporações, com riscos ainda desconhecidos para a saúde humana e meio ambiente. Além disso, são nutricionalmente inferiores a similares de origem orgânica, cuja qualidade biológica é superior e que contribuem para um meio ambiente e social estável, livre de pesticidas, de adubos solúveis e do impacto da presença maciça de maquinários pesados, gerando emprego e renda à maior parte dos agricultores;
  • Procure adotar um modo de vida saudável, com prática de esportes. Ao contrário do que é vendido pela grande mídia, procure ser menos competitivo e mais cooperativo;
  • Evite sempre chegar ao seu limite (nunca ultrapassando o chamado “ponto de estresse”).
  • Sempre que possível, reserve para si um tempo para estar em silêncio e consigo mesmo/a.
Transporte 
  • Prefira transportes coletivos sempre que possível, como metrô, ônibus e trens. Isso reduz emissão de poluentes atmosféricos e diminui a necessidade de mais vias de acesso nas já saturadas grandes cidades;
  • Faça uso de transporte solidário: reúna-se com vizinhos, colegas e/ou amigos para revezar no uso dos meios de transporte (automóveis) de forma a usar a capacidade de lotação do veículo, minimizando emissão de CO2.
  • Sempre que possível, Use bicicleta. É saudável e não emite poluentes.
  • Procure, sempre que possível, morar próximo ao local de trabalho e estudo.
Habitação
  • Prefira casas ou apartamentos ventilados e bem iluminados. Caso tenha dificuldades para identificar se estas condições ocorrem no imóvel em que você mora ou irá morar, consulte um profissional da área;
  • Prefira pisos quentes, como os de madeira, nos quartos de dormir e de crianças. Evite pisos cerâmicos nestes ambientes, que acumulam umidade e esfriam o local à noite;
  • Prefira pinturas à base de cal para o quarto de dormir ou de crianças. A cal é uma das mais antigas pinturas que a humanidade conhece, e a mais saudável, pois permite que as paredes respirem e é naturalmente fungicida, sem a necessidade de produtos tóxicos para combater microrganismos;
  • Evite morar próximo de grandes torres de transmissão ou das chamadas estações Rádio-base (para telefonia celular);
  • Evite produtos à base de solventes em casa. Caso não encontre produtos naturais para interiores, use produtos à base de água para pintura, colagem, envernizamento, etc., que são os menos agressivos disponíveis no mercado.
Alimentos naturais, verduras e legumes
  • Procure adquirir produtos de época, isto é, que “dão” na estação em que você se encontra. A maior parte das hortaliças consumidas no Brasil são de origem européia –como a alface, a cenoura e a escarola-, mas isso não impede que encontremos produtos de época e nativos.
  • Há vegetais que, embora não sejam nativos do Brasil, estão inteiramente adaptados ao nosso solo. É o caso do inhame e do cará, por exemplo, verdadeiros medicamentos em forma de alimento. Outros produtos, de origem de clima temperado, são a cenoura, o nabo e a bardana (gobô) -que pode ser encontrada em casas de produtos naturais e de origem oriental.
Produtos orgânicos 
  • Se possível, adquira produtos orgânicos, que não tenham sido cultivados com adubos químicos ou pulverizados com agrotóxicos e que sejam certificados por entidades reconhecidamente idôneas em sua região ou vinculadas à IFOAM (Federeção Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica).
  • Procure pontos de venda de produtos orgânicos na cidade -feiras, entrepostos, casas de produtos naturais, etc.-, onde você encontrará um grande sortimento de artigos alimentícios de qualidade.
Produtos rústicos
  • Existem também produtos rústicos, que não são exigentes em seu cultivo, dispensando agrotóxicos e adubos químicos. Normalmente, os agricultores não os cultivam com exclusividade. Aproveitam o espaço vazio de alguma outra cultura e plantam nos intervalos (consorciação). Essa é uma ótima opção para quem deseja produtos saudáveis, sem contaminantes.
  • Alguns itens que podem ser comprados sem medo: maxixe, batata-doce, quiabo, cará, inhame, taioba, limão galego ou rosa. Desses, dois são particularmente recomendados: o limão -uma das mais importantes frutas- e o inhame.
  • Reduza o consumo dos seguintes alimentos: batata-inglesa (batatinha), tomate, carnes de qualquer espécie (peixe, carne bovina, frango, mariscos, ostras, camarões etc.). Introduza em sua alimentação leguminosas -que são ricas em proteínas vegetais-, como soja, grão-de-bico, feijão azuki, lentilha, ervilhas etc., além de cereais integrais, como aveia, trigo integral, cevadinha, centeio e arroz integral. Utilize azeite de oliva, de preferência prensado a frio, ou óleo de gergelim; para cozimento, prefira óleo de girassol, também prensado a frio.
  • Use também oleaginosas, riquíssimas em proteínas, óleos naturais e vitaminas, caso da Castanha do Pará, Castanha de Cajú e semente de girassol (sem a casca), que contém um fator anti-radioativo em sua composição. Ao adquirir soja ou produtos derivados, certifique-se de que não é transgênico, tecnologia absolutamente desnecessária e de consequências imprevisíveis para o ser humano.
Quem vê cara, não vê veneno  
  • Na hora de comprar verduras, não se norteie pelos produtos mais bonitos externamente -que às vezes carregam tantos venenos. Evite vegetais vistosos e brilhantes, que normalmente recebem doses pesadas de adubos químicos, além de agrotóxicos para manterem seus tecidos (folhas) isentos de insetos.
  • Use o raciocínio inverso ao da propaganda: procure alimentos mais “feios”, em que seja possível encontrar alguma minhoca ou mesmo uma simples tesourinha. Vermes e insetos podem significar que o vegetal não foi pulverizado com agrotóxicos ou que a carga não foi muito intensa. Lembre-se de um raciocínio básico: vida atrai vida. Se um inseto recusa ou morre após o contato com um determinado alimento, será que esse produto fará bem à nossa saúde?
  • No caso de frutas, evite as importadas, que recebem conservantes para manter-se intactas e que normalmente são cultivadas com cargas elevadas de insumos químicos (adubos solúveis e agrotóxicos). Procure sempre alimentos de época, da sua própria região ou locais próximos. Outra opção é procurar associações ou grupos de produtores orgânicos de sua região, ou mesmo de outros Estados, cujos produtos sejam certificados ou credenciados por entidades de reconhecida credibilidade.
Higiene
Além da alimentação, é fundamental zelar pelo corpo e seu funcionamento. Quantidades excessivas de produtos químicos em contato com o corpo podem acarretar na retirada de sua proteção natural.  
Pele  
  • Evite o uso excessivo de sabonetes no corpo, com exceção das unhas, mãos, solas dos pés, órgãos genitais e ânus. Procure utilizar o sabonete com parcimônia.
  • Sabonetes retiram a gordura natural que reveste a pele humana, a qual funciona como proteção contra os efeitos nocivos de alguns raios do espectro solar (particularmente, o ultravioleta) e microorganismos que se encontram no ambiente. Além disso, a oleosidade natural da pele é um dos fatores de assimilação das vitaminas do tipo D. Após alguns dias sem usar sabonete, a pele voltará a ficar sedosa e a respirar normalmente.
  • Para retirar o excesso de gordura e limpar reentrâncias -como atrás do pescoço, por trás das orelhas-, utilize a bucha vegetal (uma cucurbitácea, planta da mesma família das abóboras), que pode ser encontrada em supermercados, farmácias homeopáticas, fitoterápicas e casas de produtos naturais. É excelente também para retirar as células mortas.
  • Caso não consiga abster-se de sabonetes, procure usar sabonetes neutros, em cuja composição haja a menor quantidade de ingredientes químicos. Uma opção são sabonetes de tipo natural, com menor teor de soda, como os de glicerina vegetal, e aqueles não testados em animais.
Não se torne presa da propaganda consumista  
  • Não permita que a propaganda consumista -que encara as pessoas apenas como consumidores e não seres humanos- mapeie e “loteie” seu corpo, impingindo-lhe produtos para os cabelos, olhos, orelhas, lábios, pescoço, abdômen, pés, mãos, etc. Tudo o que fizer, faça-o conscientemente. Exerça seu direito de escolha, o que inclui também o direito de recusar o que é inútil e prejudicial.
  • Lembre-se que quanto maior o número de produtos que forem colocados em/e sobre seu corpo, maior será a dificuldade de respiração de sua pele. Não respiramos apenas pelas narinas, mas também pela pele, pés e cabelos.